Como a IA lê o seu site: llms.txt, markdown e o tráfego que o seu analytics não vê

por Dudu ·

Como a IA lê o seu site: llms.txt, markdown e o tráfego que o seu analytics não vê

Os robôs de IA já leem o seu site, e boa parte dessas visitas não aparece no Google Analytics. Em agosto de 2026, o Marc Lou, criador de produtos digitais, divulgou dados de mais de 1 milhão de visitas de robôs de IA no próprio site em 30 dias. Os números ajudam a responder uma dúvida comum: vale a pena ter um llms.txt?

Este post resume os dados e traz um passo a passo pra deixar o seu site legível pra IA. Ele complementa o post sobre o is-agentic, que dá uma nota pro quanto o seu site está pronto pra agentes.

O que os dados mostraram

O Marc Lou mediu mais de 1 milhão de visitas de robôs de IA no site dele em 30 dias e compartilhou o que encontrou.

Em tradução livre, os pontos principais: a OpenAI e a Anthropic usaram muito o llms.txt, pra responder usuários, indexar páginas e treinar os modelos; quando existe uma versão em markdown da página, ela é lida em metade das vezes; e os robôs que não acham markdown continuam lendo o HTML. Os dados são de um site só, mas dão uma boa ideia do comportamento dos robôs. O Marc Lou também é o criador do DataFast, a ferramenta de analytics que a gente usa nos nossos sites.

O passo a passo

O Zeno Rocha, fundador da Resend, organizou uma receita em 5 passos que o Marc Lou repercutiu:

  1. Publique um llms.txt na raiz do site, com as páginas principais e uma descrição curta de cada uma.
  2. Olhe o log do servidor, e não só o analytics. A maioria dos robôs não roda JavaScript, então não aparece no Google Analytics.
  3. Ofereça uma versão em markdown de cada página importante.
  4. Use negociação de conteúdo: quando o robô pede markdown, o servidor entrega markdown; quando uma pessoa abre a página, entrega o HTML normal.
  5. Repense os elementos que só funcionam com JavaScript, como preços e catálogos carregados por script, porque o robô pode não ver.

Como a gente aplica

Nos nossos sites, o passo 1 já faz parte do padrão, e o ratosdeia.com.br também cumpre o 3 e o 4.

O ratosdeia.com.br, o site dos nossos cursos, publica um llms.txt e entrega a versão em markdown de cada página quando o robô pede. O dobralabs.com.br também tem llms.txt, e o arquivo aparece na capa deste post. A negociação de conteúdo na home e uma página de erro em markdown são justamente os pontos que o is-agentic apontou como pendentes por aqui.

Por onde começar

Comece pelo llms.txt: é um arquivo de texto, sem mudança no visual do site, e dá pra fazer numa tarde.

Depois, confira se as informações principais aparecem com o JavaScript desligado. O post sobre como o ChatGPT escolhe quem cita mostra o que acontece quando o preço só aparece via script. E se você quer o seu site pronto pra ser lido por pessoas e por agentes de IA, dá pra pedir um orçamento.


Tema do episódio 30 do Ratos de IA, nossa curadoria semanal de inteligência artificial, publicado originalmente como carrossel e reel no Instagram @ratosdeia. Fontes: o post com os dados no X e a documentação do DataFast sobre tráfego de robôs.

Perguntas frequentes

O que é o llms.txt?

É um arquivo de texto que fica na raiz do site, como o robots.txt, e funciona como um mapa do conteúdo pra modelos de IA: lista as páginas principais com uma descrição curta de cada uma. Assim, um agente encontra rápido o que importa no site.

Os robôs de IA usam mesmo o llms.txt?

Segundo os dados que o Marc Lou divulgou em agosto de 2026, usam. Ele mediu mais de 1 milhão de visitas de robôs de IA no próprio site em 30 dias e relatou que a OpenAI e a Anthropic usaram o llms.txt pra responder usuários, indexar páginas e treinar modelos.

Por que o Google Analytics não mostra as visitas de robôs de IA?

Porque a maioria dos robôs não executa JavaScript, e é o JavaScript que registra a visita no Google Analytics. Pra ver esse tráfego, é preciso olhar o log do servidor ou usar uma ferramenta que registre visitas de robôs.

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